Não
é um estilo de croché que goste especialmente de fazer mas há resultados muito
bonitos. Pelas casas de granito do Alto Minho é muito natural encontrar os
cortinados em linho com as pontas em croché filé, ou então, apenas uma cortina
de filé. Quando tinha os meus 6 anitos, lembro-me de existirem na janela do meu quarto dois coelhos feitos pela minha mãe, e de pela casa andar uma almofada com um pato. Penso que o pato ainda existe, mas não sei dos coelhos...
*Também
encontrei algumas em Trancoso, Castelo Rodrigo e Marialva.
Colei alguns desenhos mais antigos que andavam em folhas soltas, no caderno. Mais tarde, consoante a inspiração, folheio-o e dedico-me a essas colagens que estão como que inacabadas. Esta roseta é uma dessas colagens.
Costumo ouvir as pessoas falarem sobre o que é recorrente fazerem, dizerem, sonharem... Bem, no caso dos rabiscos, para mim se há coisa recorrente são as flores e, por conseguinte, aquilo a que eu chamo de rosetas criadas a partir delas. Desde que me lembro que desenho círculos floreados e apesar de terem vindo a evoluir, como é óbvio, parecia-me que andava um pouco às voltas.
No início do ano senti-me inspirada pelos desenhos da Jaqueline Bos e resolvi começar a utilizar o que conheço de croché para evoluir nas minhas rosetas. Tenho vindo a desenhar sem parar, normalmente enquanto espero por algo em algum sítio... Preciso de entreter as mãos nas esperas. Acontece ser em papéis soltos por isso resolvi comprar um caderno (onde a página desta fotografia está inserida) e é lá que concentro todas as ideias, de todas as esperas.
Esta malinha - originalmente apenas preta - foi feita pela minha mãe quando eu ainda andava na secundária e achava o croché uma coisa foleira (pergunto-me hoje como é que pude desperdiçar tantos anos sem tê-lo feito, mas a adolescência tem destas coisas...).
Levei-a comigo para a Holanda e lá dei-lhe este ar colorido, inspirada nas cores do Dia dos Mortos, no México, mas nunca a fotografei. Quando voltei para Portugal levei-a de volta para o Algarve e por lá permaneceu escondida até que nesta visita resolvi que era dia.
Dia
de descanso e aproveitar a praia outonal. Levei a renda até à praia, o que já é hábito, e
continuei um fio que estou a fazer há uns dias, inspirado nestes da Vera João
Espinha, do blogue e marca Perdi o Fio à Meada.
Devo frizar que estou a fazê-lo para mim, e apenas para mim, levada apenas pela inspiração em algo tão belo e simples. Não há o
intuito de fazer mais algum ou vender. Respeito, admiro e gosto muito do trabalho
dela. E se ainda não conhecem, façam uma visita ao seu blogue.
Na verdade, levei 4 anos a completá-la pois o forro, a aba e a alsa foram sendo adiados... Quando finalmente a terminei, ainda a guardei como um feito durante outros dois anos...
Até que chegou o dia em que a coloquei na "mala" para venda. E ela saiu imediatamente para as mãos de uma cliente!
* Adoro o ar de criatura que o botão da aba e as rosetas em cada lado da aba lhe dão!
* Vídeo com selecção de imagens de naperons feitos pela Avó Apolinária. Ela já me ofereceu alguns que passaram a estar destinados a obras de arte a realizar! * Video with a pictures' selection from Grandma Apolinária's doilies. She already offered me a few that will be a part of a work of art in the near future! Algumas avós deste mundo serão sempre mais do que apenas avós.
É esse o meu caso. Tive o privilégio de ter vivido na casa ao lado da da minha avó até há bem pouco tempo. A minha "velhota", como eu lhe chamo carinhosamente, completou, há um par de meses, 88 anos. Desses, mais de metade designam-na como víuva e mãe de três filhos, e mais tarde avó de dois netos.
Dos seus 88 anos, dedicou os últimos 30 a mim e depois ao meu irmão, de quem cuidou sempre como se fôssemos mais do que netos e mais do que filhos, não fosse essa a dedicação das avós!...
Enquanto ser humano, reconheço nela um outro, e maravilhoso! Apesar da vida ter sido dura com ela, e em momentos ter visto a minha avó mais triste, não me lembro dela maldizer essa dureza. Faz parte da experiência e só dessa maneira, aceitando o que recebeu, ela consegue ter sempre o sorriso pronto!
Era ela que cuidava de nós quando estávamos doentes e ficávamos em casa; era ela que, quando estávamos de férias, construía baloiços de corda com assentos feitos de almofadas e tapetes para que ficassem mais fofinhos e nós pudéssemos andar neles o dia inteiro; fazia "fofinhos" (uma espécie de sonhos mas sem a calda) para o nosso pequeno-almoço; foi com ela que dei os primeiros passos no tricô e com quem (também) aprendi croché; era ela que fazia os meus fatos de princesa para o carnaval e também quem apertava ou alargava peças de roupa quando me tornei adolescente e queria alterar o meu guarda-roupa; foi com ela que conheci a história da minha família paterna...
E foi com ela que aprendi que não vale a pena guardar rancor seja do que for porque a vida requer alegria e bondade para com quem amamos, e também para os outros que são estranhos!
Gosto de encontrar tutoriais de pequenos objectos que me dão a possibilidade de experimentar e ao mesmo tempo decorar a casa ou fazer um agrado a alguém.
Encontrei este pequeno há talvez mais de um ano e só agora o fiz. Inventei-lhe as asas e a cauda em croché na altura em que estava a coser o seu corpo e acho que as cores suaves funcionam muito bem.
Este fica mesmo para decorar a casa e agradar-me a mim.
* gosto sempre de guardar o primeiro esboço das minhas peças!
É com muito agrado que apresento o blogue da minha aluna holandesa, Geri. Ao longo destes meses, que passaram bem rápido, ela continuou a praticar croché... sendo mãe de quatro crianças (lindas), não sei como é que ela arranja tempo, mas arranja e ainda bem!
Podem visitá-la no Yeledfashion e ver os seus trabalhos e vida. Terão que arranjar um tradutor de Holandês, pois...
Existe em mim uma sensação de realização e orgulho pelo teu caminho, Geri!
Encomendado para uma oferta de Natal - quando posto pelos ombros, enrola no topo e forma uma gola; e ambas as abas são unidas pela flor que é na verdade uma pregadeira.
A Christmas gift order - in the sholders it rolls and forms a collar and both edges are hold together by the flower wich is actually a brooch.
Uma janela enorme com vista para um campo pleno de verde que no verão tem sempre uma plantação de milho que enche a vista até ao mar. A água azul brilha ao fundo e quase que faz doer os olhos, mas é tão linda a mistura das cores e das formas, que olho uma e outra vez, e outra ainda!
A huge window with a view to a green field, which in summer time always has a corn plantation that fills our eyes untill they reach the ocean. The blue water shines and almost hurts my eyes, but the color palette and the shapes are so beautiful that I've to look once and again, and once again!
Tendo a necessidade de andar sempre a criar coisas diferentes, desta vez resolvi enveredar pelos brincos. Mais uma experiência que correu bem... Já tenho dois pares que fiz propositadamente para mim e ando com eles constantemente.
Mesmo assim, olho para alguns deles e sei que lhes falta qualquer coisa... talvez um design diferente, com o tempo.
Quando for a Portugal levarei alguns para as amigas e as amigas das amigas!
Numa altura em que dizia a mim própria que queria novas ideias para não andar às voltas pelo mesmo, de um simples cordão solto feito há muito tempo, (que parecia já não ter utilidade para nada), nasceu a ideia das espirais livres.
Ainda estou a descobrir todas as suas potencialidades, mas só o facto de ter descoberto estas novas formas num brainstorming com as minhas ferramentas diárias, foi um incentivo para continuar a querer mais ideias.
É claro que ideias boas e diferentes não aparecem todos os dias. Há que não desesperar quando a fonte parece ter secado! Sei que volta e meia elas, as boas ideias, vêm ter com os meus dedos.